quinta-feira, 23 de outubro de 2008

O carnaval de um dia só - Parte II

Domingão legal, hein, pessoal? Hehehe! Mas não se preocupem, cheguei com a Parte II pra livrar vocês do Faustão e do Gugu!
Quanto a postagem passada, foi um bom indicador pra ver o quanto as pessoas são comodistas. É só eu passar a não avisar mais cada cidadão, que a quantidade de comentários despenca! É, eu sei que tem muita gente que lê e não comenta, mas fazendo uma breve comparação com as postagens passadas, dá pra ter uma idéia, né? Deixa pra lá... afinal ninguém é obrigado.
Respostas aos comentários dos leitores da postagem passada:
Apolikartt: é como eu disse... se tu conhece, fica só pra você, hein! Hehehe!
Paixas: Já vi que não vou colocar a história do "Cheiroso" aqui! HauahUHAuaHUAhuAHUAH! Tu vai morrer de me malhar!
Natália: esse carnaval foi ótimo! O ruim foi só esse desgraçado do Geraldo mesmo.
Samuel: cara... depois eu te passo o telefone dele, mas acho que ele não vai te querer não. O negócio dele é mulher mesmo (até onde sei, né?).
Yannara: é, a Lívia é gentil, mas mais do que gentil ela é corajosa! Hehehe!
Ah, pessoal, acho que cometi um erro na postagem passada: quando o motor do carro esfriou, devia ser mais cedo, talvez umas 4:00 ou 4:30, não lembro direito. Mas dando continuidade a saga de "los azarados"...

...já estávamos animados (acabamos bebendo os dois litros de cachaça, que deveriam servir pro dia inteiro, só na espera!) e quando vimos que o carro já estava pronto pra continuar, aí pronto... foi como ter achado mais dois litros! Hehehe!
Mas tinha um pequeno detalhe: como o carro estava aquecendo demais, a gente tinha que evitar grandes velocidades. Resultado: tivemos que seguir viagem a 30km/h.

Comemoração a 30km/h.

Depois de muito rodar como se tivéssemos uma velha de 85 anos de idade ao volante, chegamos à pequena comunidade (distrito/vilarejo/vila/projeto de cidade/ovo) denominada Ema. - Atenção: não confundir com o feminino de emo (e eles têm gênero?!) - O lugar é bem pequeno, umas 3 ou 4 ruas, uma igreja, umas casas como outras quaisquer e um açude...
- EPA!!! Um açude?! -
Fizemos uma votação relâmpago pra saber se deveríamos ou não dar uma parada pra se limpar lá, por que convenhamos: passar mais de uma hora debaixo de sol forte, se rasgando em arames farpados, bebendo cachaça e se embrenhando no meio do mato não é o tipo de coisa que te deixa muito cheiroso e limpinho. Decidimos fazer a parada.
Ficamos lá relaxando nas "fontes termais" do(a) Ema numa boa... até que uma coisa me chamou a atenção: começaram a chegar um monte de velhas perto da gente. Algumas traziam crianças, outras vieram sozinhas, mas o fato é que todas elas chegavam, paravam e não faziam nada mais do que ficar olhando incessantemente pra gente.
Se tivessem seus 17, 18 anos, ótimo, mas... porra, eram um bando de velhas e crianças!!! Sai fora!!!
Saímos da água, pegamos nossas coisas e voltamos pro carro (o deixamos meio distante, uns 50 metros ou mais, subindo até a estrada). Antes de entrar no carro, esperamos ficar mais secos e enquanto isso, comentamos sobre o que diabos aquelas velhas queriam ali. Quando menos esperávamos, lá estavam elas voltando! Ou seja, confirmada a suspeita: faltam homens no(a) Ema (talvez por excesso de emos)! Pé na estrada mais uma vez!
Mais alguns (muitos) minutos e lá estava Iracema, finalmente o nosso destino (já escurecendo). Estacionamos o carro na rua principal, onde estava acontecendo toda a movimentação. Perguntamos o que estava acontecendo e uma senhora nos respondeu que o Mela-mela tinha acabado de começar em uma praça que ficava ali naquela rua mesmo, mais adiante. E lá fomos nós!
Assim que ponho meus pés naquela maldita praça, chove goma nos meus olhos. Fiquei completamente cego por mais de dois minutos inteiros, cambaleando (agora imaginem um bêbado cego!) no meio da multidão. Quando finalmente consegui abrir os olhos (puuuts, ardeu demais!), percebi que não tinha ido muito longe e logo encontrei a turma denovo. Dois minutos foram mais do que suficientes pra gente virar cinco tapiocas. Agora sim, a coisa estava linda: cinco bêbados, sem camisa, de chinelo e totalmente cobertos de goma.
Queria me vingar. Compramos bastante goma e procuramos a infeliz que fez isso comigo (os caras a viram), mas ninguém conseguiu achá-la denovo no meio da confusão.
O tempo foi passando e como a cachaça tinha acabado, nós já estávamos ficando sóbrios demais (com exceção do Geraldo, que só piorava, mesmo depois de acabado o combustível). Procuramos uma "budega" aberta pra comprar mais birita. Encontramos, entramos, compramos e na hora de sair, o Geraldo, que estava com uma lombra muito esquisita de ficar mexendo no celular, mesmo tendo sido avisado quando ainda estava sóbrio de que não havia área pra operadora dele ali, chegou pro dono da "budega" e perguntou:
- Me diz uma coisa, que cidade é essa que a gente tá mesmo? -
- Iracema, meu filho - Responde o senhor com toda educação.
O Geraldo se transforma de uma hora pra outra e grita a plenos pulmões - Isso é uma cidade muito buceta! Não tem nem área pra celular! -
Saímos dali rapidinho, antes que ele criasse algum problema pra gente.
tínhamos a cachaça, mas precisávamos de algo mais... não sei por que ninguém pensou em refrigerante, mas enfim... vimos uma sorveteria logo ao lado e a cabeça trabalhou rápido: "Sorvete com cachaça! Pra que melhor?!"
Entramos na sorveteria naquele estado lastimável e cada um comprou um sorvete. Só que o Elézio inventou de sujar o Geraldo com sorvete e ele ficou mais doido ainda! Queria brigar dentro da sorveteria, correu atrás do Elézio, falou um monte de merda que não fazia sentido ("Isso não é brincadeira não, ... porra... eu aqui, aqui... brincando... aí você brinca, cara..."), mas se acalmou logo.
Assim que voltamos pro Mela-mela, o Elézio e o Astolfo me cutucam, apontando a menina que tinha jogado goma nos meus olhos. Fizemos a estratégia toda e partimos pra cima dela. Não me lembro quem a segurou, mas eu, o Elézio e o Geraldo jogamos goma nela. Quer dizer... eu e o Elézio jogamos a goma, o Geraldo fez um pouquinho pior: enfiou o saco cheio de goma na cabeça da menina. Até eu tive pena! A pobrezinha saiu correndo e quando conseguiu tirar o saco da cabeça, passou um tempão chorando e tossindo. Cada tosse era uma nuvem.

Não tenho foto da menina nesse estado, mas ficou parecida com isso.

Depois de um tempo bebendo ali no meio do Mela-mela, percebi que tinha uma menina muito bonita perto da gente. Bem... pra falar a verdade, deixando um pouco de lado a formalidade e a decência, "a bicha era gos-to-sa demais"! Logo vi que não era pro meu bico, mas segundos mais tarde eu olho pro lado e vejo que ela começa a dançar me encarando. Como não sou dos mais otimistas, olhei em volta pra ver se não era com outro... e não era! Quando fiz um gesto perguntando se era comigo, ela respondeu me chamando com o dedo indicador e dançando de uma maneira mais... é... bem... mais... hum... "funkeira" (entenderam o que eu quis dizer, ?). Eu sou lesado, mas também com uma dessas, nem um cego deixaria passar.
Cheguei, tentei beijar... nada!
- Oxe! Depois dessa demonstração toda ainda quer que eu vá queixar?! -
Conversei um minuto, dois e no meio da coisa, percebi que ela estava olhando muito por cima do meu ombro. Olho pra trás pra ver o que era. O Geraldo. Tinha que ser... Eu, hein! Não podia mudar de idéia depois de consumado o ato? Perder uma gata daquelas pra um cara mais bêbado que eu foi foda, mas tudo bem... o cara é meu amigo, eu tinha que ajudar.
Perguntei pra ela, apontando pra ele - Tu quer, é? -
A vagabunda só balançou a cabeça dizendo que sim.
Me viro, cutuco o Geraldo e digo, apontando pra ela - É pra você. ¬¬ -
Deixei eles dois sozinhos e fui dar uma volta com os outros pra ver se arranjava alguma pra mim. Quando passamos denovo por lá, a menina estava sozinha. Perguntei pra ela onde o Geraldo tinha ido e ela disse que não sabia, que simplesmente deu uma louca nele e ele saiu.
Ótimo! Perdemos um animal doido, bêbado e perigoso no meio da cidade! Seria menos perigoso soltar um leão faminto ou um touro furioso no meio daquele povo do que o Geraldo bêbado! E melhor ainda: o infeliz inventou de sumir logo perto da hora de encontrar com a Lívia (a nossa amiga que ofereceu hospedagem)! Começamos a procurá-lo. Subimos rua, descemos rua, entramos em becos e nada de achar o desgraçado. Foi aí que o Elézio me mostrou uma coisa: uma igreja evangélica aberta em frente ao Mela-mela, bem na hora do culto. Eu achei que fosse impossível, mas de evangélicos fanáticos a gente deve esperar tudo.
Quando vi, imaginei logo a cena: o Geraldo bêbado, só de short e chinelo, todo sujo de goma e sorvete, dentro daquela igreja sendo exorcizado pelo pastor. Olhei pro Elézio com uma cara de "tem certeza, cara?" e ele respondeu logo: "É o jeito, cara! Você sabe que ele é doido!"
E lá fomos nós... dois homens-tapioca bêbados entrando numa igreja evangélica pra resgatar outro homem-tapioca bêbado!

- To be continued -

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

O carnaval de um dia só - Parte I

Galera desocupada que lê o blog! Aqui está esse marmota pronto pra mais uma postagem insana!
Respondendo aos comentários sobre o meu pequeno problema com o tato: Juro que foi sem querer, pessoal! Elas estavam quase coladas em cima daquela biz! De olhos fechados eu não tinha como saber, afinal nunca tinha passado a mão em nenhuma delas pra saber a diferença, né... então sou inocente até que se prove o contrário (acho que vou arranjar um jeito de vetar a presença de advogados e estudantes de direito no blog! Hehehe! Brincadeira!)!
Obrigado ao Williamylton pelos elogios à linguagem!
O Samuel e a Emeline acham que a Júlia não se incomodou tanto assim. Bem, eu não sei, ela deveria ter falado sobre isso quando comentou na postagem, não é?
Quanto ao Jonas e ao Apolikartt, não se preocupem, eu já estou pensando numa forma bem interessante de contar as histórias que não são minhas. Vocês verão (só não sei quando).
Agradecimentos especiais pra Júlia que não teve medo e soltou o verbo sobre o fato do qual ela jura não lembrar, mas estranhamente alega não ter usado um short curtíssimo! Esquisito, né? HAUhaUHAuhaUAuha! Brincadeira, moça (mas que era curto, era!)! E finalizando... se eu fosse você, deixaria de falar denovo com o cara que te disse isso, Luciano. Ele é má influência.
Muito bem... já me prolonguei demais, agora é hora da ação!

Senhoras e senhores! Tenho o prazer de lhes apresentar aquela que será uma das séries mais aclamadas do blog, uma das mais loucas aventuras, a odisséia mais hilária do interior: o carnaval de um dia só!
Tudo começou pouco antes do carnaval desse ano, com uma idéia maluca que tivemos (eu, o Geraldo, o Elézio e os irmãos Lindolfo e Astolfo.). O plano era passar os quatro dias de carnaval rodando entre os interiores próximos (Iracema, Alto Santo, São João, Morada Nova, Russas, Aracati, Limoeiro do Norte e por aí vai).
Não deu certo e eu fiquei muito puto! Pra acalmar os ânimos resolvemos pelo menos ir, no primeiro dia de carnaval, a Iracema, cidadezinha que fica a 96km de Tabuleiro do Norte, onde estávamos. Fizemos os contatos necessários com a Lívia, uma amiga nossa de lá, que nos ofereceu hospedagem.
O carro dos irmãos tinha acabado de sair do conserto: mais de 500 contos!!! Mas enfim, estava ali prontinho pra fuleiragem! Antes da viagem, que estava marcada para as 2:00h da tarde, fomos abastecer... compramos 2 litros de cachaça, 2 de refrigerante e outras coisas menos importantes. Como a gente queria aproveitar, decidimos que isso seria o consumido no dia inteiro, pra não ter maiores complicações (traduzindo: pra não ficar doido demais!). Decoramos o capô (isso está escrito certo mesmo?) do carro com o mascote da viagem: Jeguar!

Jeguar, o mascote do nosso Carnaval 2008!

"Tudo pronto! Iracema, aí vamos nós!"
Seguimos viagem rumo à terra prometida. Só que pouco antes da metade do caminho às 2:30 da tarde, o Astolfo, que estava dirigindo, percebeu bem a tempo que o motor estava super aquecido (o mesmo problema de antes, que custou 500 reais - eu disse 500 reais - pra consertar!!!). Tivemos que parar no meio do nada. As únicas coisas que haviam no lugar: sol de rachar o "quengo", sombra (um palmo de extensão, era a do carro), uma placa que parecia sinalizar "proibido o tráfego de um veículo só que esteja sem as rodas" bem na nossa frente, um terreno cercado ao nosso lado e, distante, um resquício de civilização (provavelmente o sítio do dono das terras cercadas).

Ainda bem que essa não caiu na prova de legislação. Não vi no curso.

Já que ninguém parava pra nos ajudar, o único jeito era esperar o carro esfriar (naquele sol todo) e depois seguir viagem novamente. Como estava muito quente e não tínhamos mais o que fazer, ficamos sentados na beira do asfalto, lutando pra aproveitar a sombra que o carro fazia, bebendo cachaça e sem camisa (pense em 5 coisas lindas! Assim não tinha quem parasse pra nos ajudar mesmo!!!).
Certa hora, tive que entrar no carro pra pegar a bebida, que estava no banco de trás. Ela estava do outro lado do carro, e como eu não estava disposto a fazer muito esforço, entrei pelo meu lado mesmo e me inclinei pra alcançar a cachaça, deixando só metade da perna pra fora do carro. É, eu achei que não ia ter nenhum problema, mas algum dos retardados (acho que foi o Geraldo, por que ele é mais retardado do que os outros.) não viu minha perna e fechou a porta com toda força bem em cima do meu joelho! Caralho!!! Nem queiram saber o tamanho da dor!
Mesmo sem camisa e com a "enorme" sombra do carro, não tinha jeito: o calor era delirante! Foi aí que olhei pra dentro do terreno cercado e vi um pequeno açude! Ficamos em dúvida de entrar ou não no terreno, pois naquelas áreas (imediações de Alto Santo) há muitos pistoleiros, o dono do terreno poderia aparecer e ninguém queria arriscar levar um tiro (ou mais, né? Quem sabe?).
No fim das contas, o calor foi mais forte e lá fomos nós pular a droga da cerca (e eu com esse joelho fodido... fo-di-do!!!). As furadas e arranhões começaram na cerca e depois nas plantas cheias de espinhos pelas quais tivemos que passar pra chegar no...
- Mas que merda é essa?! Aqui não tem água, é só lama! - Exclamamos todos (com palavras diferentes, claro.).
Depois de tanto esforço, de tantos espinhos e tanta desgraça, decidimos que valia a pena tirar uma foto no local, pra ficar de recordação (muito boa, por sinal.). Bem... está aí a maldita foto. ¬¬

No meio do caminho, onde pensávamos ter um açude. É, eu sei, ele frescou com minha cara. ¬¬

Depois desse papel ridículo que eu passei sem saber, voltamos pro carro (tome mais espinhos e mais cansaço!). Quando chegamos lá, havia um senhor numa bicicleta, só observando o que diabos aqueles 5 vagabundos, bebedores de cachaça e desprovidos de camisetas estavam fazendo no terreno do seu patrão. O Elézio, que é filho de um cara até conhecido de Alto Santo, se engajou na conversa e conseguiu salvar a gente dizendo de quem era filho.
Foi por pouco!!!
Bem... o senhor foi embora depois de muita conversa (amistosa, ainda bem). Depois de mais algumas horas (acho que já eram 5:00 da tarde) o motor do carro finalmente esfriou e pudemos seguir viagem!

Bem, pessoal... vocês já devem estar querendo me esfolar vivo devido ao tamanho a que essa postagem chegou, mas o que posso eu fazer a não ser encerrar por aqui, não é? Relaxem, vem muito, muuuito mais por aí.

- To be continued -

sábado, 18 de outubro de 2008

Enquete - O que você achou do blog?

Pessoal, estou escrevendo essa postagem extra sobre a enquete para agradecer o voto de todo mundo. Como vocês devem estar lembrados, iniciei a enquete logo no comecinho do blog e agora que ela encerrou, aqui estão os resultados:


Esperava mais votos no total, mas confesso que o rendimento foi muito melhor do que eu imaginava que seria. Maaas... a enquete foi só um terço do trabalho para avaliar e melhorar a qualidade da Toca da marmota.
Quero pedir a vocês, leitores e leiteiras (ops! Quis dizer "leitoras"! Eu sempre confundo, droga! Hehehe!), que, independente da opção em que votaram na enquete, me digam o que precisa ser mudado, façam sugestões de melhoria.
A coisa é bem simples: vocês enviam um comentário, aqui nessa postagem mesmo, apontando algo que pode ser melhorado (e se possível, como ser melhorado) ou contendo sua sugestão.
Procure se identificar bem (de preferência com nome e sobrenome, pois há leitores com o mesmo nome) e ser claro.
Não garanto atender as sugestões (pois muitas poderão exigir um tempo ou um conhecimento do qual eu não disponho), mas prometo que responderei todos os comentários da melhor maneira possível, adicionando as respostas a essa postagem mesmo. Fiquem sempre de olho nela.

Mais uma vez, obrigado a todo mundo!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Sem sentido!

Galerinha, obrigado pela "inveja saudável" e pelos elogios ao modo como escrevi a postagem passada (afinal, foi a única coisa nela que prestou mesmo).
Ah! Gostaria de avisar a todos os leitores que não vou mais avisar TOOODO mundo TOOODA vez que sair uma postagem nova. Vocês me entendem, não é? Não quero deixar vocês mal acostumados, por que sinceramente vocês não têm idéia do trabalho que dá divulgar isso. Comparado a mim, Hércules foi muito feliz em seus trabalhos! Hehehe!
A postagem dessa semana chegou em cima da hora, mas chegou! Prometi essa aqui a alguns leitores pra ontem, mas infelizmente tive uns problemas pessoais à noite e acabei perdendo o bom humor necessário pra redigir o texto...
Bem... acho que hoje eu consigo. É o que vamos ver agora...

Em certa época do ano passado (não lembro bem qual, mas acho que foi por volta do mês de Julho), eu estava ficando com a Nádia, que morava na cidade vizinha à minha cidadezinha natal, Tabuleiro do Norte. Ela havia me dito que ligaria quando fosse aparecer por Tabuleiro pra me ver. Ótimo, assim eu podia me programar, reorganizar os horários dos compromissos (ensaios de banda, sinuquinha, RPG, negócios, talvez bebedeiras etc.).
Num certo início de tarde, lá estava eu em casa, com os amigos, jogando o bom e velho RPG (é, sim! Algum preconceito, cara?), quando escuto uma voz feminina chamando por mim lá no portão. Numa fração de segundo minha cuca trabalha e consegue reconhecer a voz: era a Nádia! Me pegou desprevenido, imundo e só de short! Sem falar que eu nem tinha dito pra ela onde era minha casa, chegou lá perguntando pro povo (interior é assim mesmo, ora!).
Pra resolver a situação, expulsei todos os meus amigos rapidinho (eles compreenderam a situação numa boa, claro), mas não tive tempo pra dar um jeito no resto... fui como estava mesmo. Cheguei lá embaixo e ela estava numa biz com uma amiga nossa, a Júlia. Nem uma microscopia eletrônica de alta precisão conseguia distinguir qual das duas estava com o shortinho mais curto, que a julgar pelo tamanho, devem ter custado R$ 0,10 cada. Hehehe!
Elas estavam apressadas, tinham que voltar logo pra Limoeiro. Conversamos pouco e pra falar a verdade, elas nem desceram da biz, fiquei com ela em pé mesmo. Devido à esse curto tempo, tive que ir com todo fôlego. No beijo de despedida pus a mão na coxa dela e fiz questão de alisar, acariciar, apertar, beliscar... E quando o beijo acabou, abri os olhos:
A Júlia estava olhando pra mim e perguntou: "O negócio aí tá bom mesmo?"
Caramba, meu irmão!!! Quando olho pra baixo, minha mão estava na coxa da Júlia, não da Nádia!!!
É, galera... faltou tato dessa vez.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Maldita publicidade!


E aí, queridos leitores e leiteiras? Ooops! Quis dizer "leitoras"! Hehehe! Maaais uma vez agradeço a todo mundo que comentou e/ou leu a postagem anterior. Praqueles que duvidaram, reforço: o marmota aqui é muito macho! ¬¬
Estou aqui pra contar mais um "causo" e a postagem dessa semana é muito importante! Ééé, sim! Importantíssima, pois inaugura uma nova categoria de postagens (que em breve estará bem recheada): os desenterros! Os desenterros nada mais serão do que histórias mais antigas. Agora... mãos à obra!

Quando tinha meus 16 anos de idade, morava no interior. Passava os domingos sentado à sombra de uma árvore, conversando com os amigos, ocupando toda a calçada (do vizinho! Hehehe!). A gente ficava olhando o movimento na rua, falando das meninas que passavam e atrapalhando as filhas e sobrinhas do meu vizinho de entrar em casa (elas odiavam a gente e preferiam entrar pelos fundos. Hehehe!).
Eu era bem novo, mas já tinha desencanado de televisão, então só me restava isso mesmo... jogar conversa fora nas calçadas.
Em um desses domingos, o vizinho do meu vizinho tinha visitas. Eram parentes de outro estado, mas isso é o de menos.
O fato é que uma das moças que estavam hospedadas lá estava chegando em casa de carro. Estacionou e entrou em casa. A moça era bonita e aparentava ter seus 24 anos. Um amigo meu mais atento ao carro do que eu me cutucou e disse: "Ei, cara... ela deixou os faróis do carro acesos. Vai lá avisar pra ela, senão vai acabar com a bateria."
Eu, garoto prestativo e inocente, fui lá fazer minha boa ação do dia. Cheguei no portão, toquei a campainha e a própria moça veio me atender.
- Pois não? - Disse ela.
- Moça, os faróis estão acesos - Disse eu com toda aquela preocupação na voz.
- Você é atrevido, hein, moleque?! - Diz ela fazendo uma cara que eu não quero ver denovo tão cedo na minha vida.
- Ma, ma, mas... moça... os faróis do carro... vão acabar com a bateria... - Gaguejei sem jeito.
Ela olha por cima do meu ombro e de repente me pede mil desculpas.
É... não foi o suficiente pra levantar meu humor. Voltei puto de raiva! ¬¬
Chegando lá, o "lindão" que me deu a idéia de ir lá me explicou tudo:
Como eu não assistia TV, não sabia que estava sendo divulgado a todo vapor um comercial onde um moleque chegava pra uma moça muito bonita (e com os seios quase furando a blusa) dizendo que os faróis estavam acesos (e o duplo sentido comendo solto!).