Quanto a postagem passada, foi um bom indicador pra ver o quanto as pessoas são comodistas. É só eu passar a não avisar mais cada cidadão, que a quantidade de comentários despenca! É, eu sei que tem muita gente que lê e não comenta, mas fazendo uma breve comparação com as postagens passadas, dá pra ter uma idéia, né? Deixa pra lá... afinal ninguém é obrigado.
Respostas aos comentários dos leitores da postagem passada:
Apolikartt: é como eu disse... se tu conhece, fica só pra você, hein! Hehehe!
Paixas: Já vi que não vou colocar a história do "Cheiroso" aqui! HauahUHAuaHUAhuAHUAH! Tu vai morrer de me malhar!
Natália: esse carnaval foi ótimo! O ruim foi só esse desgraçado do Geraldo mesmo.
Samuel: cara... depois eu te passo o telefone dele, mas acho que ele não vai te querer não. O negócio dele é mulher mesmo (até onde sei, né?).
Yannara: é, a Lívia é gentil, mas mais do que gentil ela é corajosa! Hehehe!
Ah, pessoal, acho que cometi um erro na postagem passada: quando o motor do carro esfriou, devia ser mais cedo, talvez umas 4:00 ou 4:30, não lembro direito. Mas dando continuidade a saga de "los azarados"...
...já estávamos animados (acabamos bebendo os dois litros de cachaça, que deveriam servir pro dia inteiro, só na espera!) e quando vimos que o carro já estava pronto pra continuar, aí pronto... foi como ter achado mais dois litros! Hehehe!
Mas tinha um pequeno detalhe: como o carro estava aquecendo demais, a gente tinha que evitar grandes velocidades. Resultado: tivemos que seguir viagem a 30km/h.
Mas tinha um pequeno detalhe: como o carro estava aquecendo demais, a gente tinha que evitar grandes velocidades. Resultado: tivemos que seguir viagem a 30km/h.
Depois de muito rodar como se tivéssemos uma velha de 85 anos de idade ao volante, chegamos à pequena comunidade (distrito/vilarejo/vila/projeto de cidade/ovo) denominada Ema. - Atenção: não confundir com o feminino de emo (e eles têm gênero?!) - O lugar é bem pequeno, umas 3 ou 4 ruas, uma igreja, umas casas como outras quaisquer e um açude...
- EPA!!! Um açude?! -
Fizemos uma votação relâmpago pra saber se deveríamos ou não dar uma parada pra se limpar lá, por que convenhamos: passar mais de uma hora debaixo de sol forte, se rasgando em arames farpados, bebendo cachaça e se embrenhando no meio do mato não é o tipo de coisa que te deixa muito cheiroso e limpinho. Decidimos fazer a parada.
Ficamos lá relaxando nas "fontes termais" do(a) Ema numa boa... até que uma coisa me chamou a atenção: começaram a chegar um monte de velhas perto da gente. Algumas traziam crianças, outras vieram sozinhas, mas o fato é que todas elas chegavam, paravam e não faziam nada mais do que ficar olhando incessantemente pra gente.
Se tivessem seus 17, 18 anos, ótimo, mas... porra, eram um bando de velhas e crianças!!! Sai fora!!!
Saímos da água, pegamos nossas coisas e voltamos pro carro (o deixamos meio distante, uns 50 metros ou mais, subindo até a estrada). Antes de entrar no carro, esperamos ficar mais secos e enquanto isso, comentamos sobre o que diabos aquelas velhas queriam ali. Quando menos esperávamos, lá estavam elas voltando! Ou seja, confirmada a suspeita: faltam homens no(a) Ema (talvez por excesso de emos)! Pé na estrada mais uma vez!
- EPA!!! Um açude?! -
Fizemos uma votação relâmpago pra saber se deveríamos ou não dar uma parada pra se limpar lá, por que convenhamos: passar mais de uma hora debaixo de sol forte, se rasgando em arames farpados, bebendo cachaça e se embrenhando no meio do mato não é o tipo de coisa que te deixa muito cheiroso e limpinho. Decidimos fazer a parada.
Ficamos lá relaxando nas "fontes termais" do(a) Ema numa boa... até que uma coisa me chamou a atenção: começaram a chegar um monte de velhas perto da gente. Algumas traziam crianças, outras vieram sozinhas, mas o fato é que todas elas chegavam, paravam e não faziam nada mais do que ficar olhando incessantemente pra gente.
Se tivessem seus 17, 18 anos, ótimo, mas... porra, eram um bando de velhas e crianças!!! Sai fora!!!
Saímos da água, pegamos nossas coisas e voltamos pro carro (o deixamos meio distante, uns 50 metros ou mais, subindo até a estrada). Antes de entrar no carro, esperamos ficar mais secos e enquanto isso, comentamos sobre o que diabos aquelas velhas queriam ali. Quando menos esperávamos, lá estavam elas voltando! Ou seja, confirmada a suspeita: faltam homens no(a) Ema (talvez por excesso de emos)! Pé na estrada mais uma vez!
Mais alguns (muitos) minutos e lá estava Iracema, finalmente o nosso destino (já escurecendo). Estacionamos o carro na rua principal, onde estava acontecendo toda a movimentação. Perguntamos o que estava acontecendo e uma senhora nos respondeu que o Mela-mela tinha acabado de começar em uma praça que ficava ali naquela rua mesmo, mais adiante. E lá fomos nós!
Assim que ponho meus pés naquela maldita praça, chove goma nos meus olhos. Fiquei completamente cego por mais de dois minutos inteiros, cambaleando (agora imaginem um bêbado cego!) no meio da multidão. Quando finalmente consegui abrir os olhos (puuuts, ardeu demais!), percebi que não tinha ido muito longe e logo encontrei a turma denovo. Dois minutos foram mais do que suficientes pra gente virar cinco tapiocas. Agora sim, a coisa estava linda: cinco bêbados, sem camisa, de chinelo e totalmente cobertos de goma.
Queria me vingar. Compramos bastante goma e procuramos a infeliz que fez isso comigo (os caras a viram), mas ninguém conseguiu achá-la denovo no meio da confusão.
O tempo foi passando e como a cachaça tinha acabado, nós já estávamos ficando sóbrios demais (com exceção do Geraldo, que só piorava, mesmo depois de acabado o combustível). Procuramos uma "budega" aberta pra comprar mais birita. Encontramos, entramos, compramos e na hora de sair, o Geraldo, que estava com uma lombra muito esquisita de ficar mexendo no celular, mesmo tendo sido avisado quando ainda estava sóbrio de que não havia área pra operadora dele ali, chegou pro dono da "budega" e perguntou:
- Me diz uma coisa, que cidade é essa que a gente tá mesmo? -
- Iracema, meu filho - Responde o senhor com toda educação.
O Geraldo se transforma de uma hora pra outra e grita a plenos pulmões - Isso é uma cidade muito buceta! Não tem nem área pra celular! -
Saímos dali rapidinho, antes que ele criasse algum problema pra gente.
Já tínhamos a cachaça, mas precisávamos de algo mais... não sei por que ninguém pensou em refrigerante, mas enfim... vimos uma sorveteria logo ao lado e a cabeça trabalhou rápido: "Sorvete com cachaça! Pra que melhor?!"
Entramos na sorveteria naquele estado lastimável e cada um comprou um sorvete. Só que o Elézio inventou de sujar o Geraldo com sorvete e ele ficou mais doido ainda! Queria brigar dentro da sorveteria, correu atrás do Elézio, falou um monte de merda que não fazia sentido ("Isso não é brincadeira não, pô... porra... eu tô aqui, aqui... brincando... aí você brinca, cara..."), mas se acalmou logo.
Assim que voltamos pro Mela-mela, o Elézio e o Astolfo me cutucam, apontando a menina que tinha jogado goma nos meus olhos. Fizemos a estratégia toda e partimos pra cima dela. Não me lembro quem a segurou, mas eu, o Elézio e o Geraldo jogamos goma nela. Quer dizer... eu e o Elézio jogamos a goma, o Geraldo fez um pouquinho pior: enfiou o saco cheio de goma na cabeça da menina. Até eu tive pena! A pobrezinha saiu correndo e quando conseguiu tirar o saco da cabeça, passou um tempão chorando e tossindo. Cada tosse era uma nuvem.
Assim que ponho meus pés naquela maldita praça, chove goma nos meus olhos. Fiquei completamente cego por mais de dois minutos inteiros, cambaleando (agora imaginem um bêbado cego!) no meio da multidão. Quando finalmente consegui abrir os olhos (puuuts, ardeu demais!), percebi que não tinha ido muito longe e logo encontrei a turma denovo. Dois minutos foram mais do que suficientes pra gente virar cinco tapiocas. Agora sim, a coisa estava linda: cinco bêbados, sem camisa, de chinelo e totalmente cobertos de goma.
Queria me vingar. Compramos bastante goma e procuramos a infeliz que fez isso comigo (os caras a viram), mas ninguém conseguiu achá-la denovo no meio da confusão.
O tempo foi passando e como a cachaça tinha acabado, nós já estávamos ficando sóbrios demais (com exceção do Geraldo, que só piorava, mesmo depois de acabado o combustível). Procuramos uma "budega" aberta pra comprar mais birita. Encontramos, entramos, compramos e na hora de sair, o Geraldo, que estava com uma lombra muito esquisita de ficar mexendo no celular, mesmo tendo sido avisado quando ainda estava sóbrio de que não havia área pra operadora dele ali, chegou pro dono da "budega" e perguntou:
- Me diz uma coisa, que cidade é essa que a gente tá mesmo? -
- Iracema, meu filho - Responde o senhor com toda educação.
O Geraldo se transforma de uma hora pra outra e grita a plenos pulmões - Isso é uma cidade muito buceta! Não tem nem área pra celular! -
Saímos dali rapidinho, antes que ele criasse algum problema pra gente.
Já tínhamos a cachaça, mas precisávamos de algo mais... não sei por que ninguém pensou em refrigerante, mas enfim... vimos uma sorveteria logo ao lado e a cabeça trabalhou rápido: "Sorvete com cachaça! Pra que melhor?!"
Entramos na sorveteria naquele estado lastimável e cada um comprou um sorvete. Só que o Elézio inventou de sujar o Geraldo com sorvete e ele ficou mais doido ainda! Queria brigar dentro da sorveteria, correu atrás do Elézio, falou um monte de merda que não fazia sentido ("Isso não é brincadeira não, pô... porra... eu tô aqui, aqui... brincando... aí você brinca, cara..."), mas se acalmou logo.
Assim que voltamos pro Mela-mela, o Elézio e o Astolfo me cutucam, apontando a menina que tinha jogado goma nos meus olhos. Fizemos a estratégia toda e partimos pra cima dela. Não me lembro quem a segurou, mas eu, o Elézio e o Geraldo jogamos goma nela. Quer dizer... eu e o Elézio jogamos a goma, o Geraldo fez um pouquinho pior: enfiou o saco cheio de goma na cabeça da menina. Até eu tive pena! A pobrezinha saiu correndo e quando conseguiu tirar o saco da cabeça, passou um tempão chorando e tossindo. Cada tosse era uma nuvem.
Depois de um tempo bebendo ali no meio do Mela-mela, percebi que tinha uma menina muito bonita perto da gente. Bem... pra falar a verdade, deixando um pouco de lado a formalidade e a decência, "a bicha era gos-to-sa demais"! Logo vi que não era pro meu bico, mas segundos mais tarde eu olho pro lado e vejo que ela começa a dançar me encarando. Como não sou dos mais otimistas, olhei em volta pra ver se não era com outro... e não era! Quando fiz um gesto perguntando se era comigo, ela respondeu me chamando com o dedo indicador e dançando de uma maneira mais... é... bem... mais... hum... "funkeira" (entenderam o que eu quis dizer, né?). Eu sou lesado, mas também com uma dessas, nem um cego deixaria passar.
Cheguei, tentei beijar... nada!
- Oxe! Depois dessa demonstração toda ainda quer que eu vá queixar?! -
Conversei um minuto, dois e no meio da coisa, percebi que ela estava olhando muito por cima do meu ombro. Olho pra trás pra ver o que era. O Geraldo. Tinha que ser... Eu, hein! Não podia mudar de idéia depois de consumado o ato? Perder uma gata daquelas pra um cara mais bêbado que eu foi foda, mas tudo bem... o cara é meu amigo, eu tinha que ajudar.
Perguntei pra ela, apontando pra ele - Tu quer, é? -
A vagabunda só balançou a cabeça dizendo que sim.
Me viro, cutuco o Geraldo e digo, apontando pra ela - É pra você. ¬¬ -
Deixei eles dois sozinhos e fui dar uma volta com os outros pra ver se arranjava alguma pra mim. Quando passamos denovo por lá, a menina estava sozinha. Perguntei pra ela onde o Geraldo tinha ido e ela disse que não sabia, que simplesmente deu uma louca nele e ele saiu.
Ótimo! Perdemos um animal doido, bêbado e perigoso no meio da cidade! Seria menos perigoso soltar um leão faminto ou um touro furioso no meio daquele povo do que o Geraldo bêbado! E melhor ainda: o infeliz inventou de sumir logo perto da hora de encontrar com a Lívia (a nossa amiga que ofereceu hospedagem)! Começamos a procurá-lo. Subimos rua, descemos rua, entramos em becos e nada de achar o desgraçado. Foi aí que o Elézio me mostrou uma coisa: uma igreja evangélica aberta em frente ao Mela-mela, bem na hora do culto. Eu achei que fosse impossível, mas de evangélicos fanáticos a gente deve esperar tudo.
Quando vi, imaginei logo a cena: o Geraldo bêbado, só de short e chinelo, todo sujo de goma e sorvete, dentro daquela igreja sendo exorcizado pelo pastor. Olhei pro Elézio com uma cara de "tem certeza, cara?" e ele respondeu logo: "É o jeito, cara! Você sabe que ele é doido!"
E lá fomos nós... dois homens-tapioca bêbados entrando numa igreja evangélica pra resgatar outro homem-tapioca bêbado!
- To be continued -
Cheguei, tentei beijar... nada!
- Oxe! Depois dessa demonstração toda ainda quer que eu vá queixar?! -
Conversei um minuto, dois e no meio da coisa, percebi que ela estava olhando muito por cima do meu ombro. Olho pra trás pra ver o que era. O Geraldo. Tinha que ser... Eu, hein! Não podia mudar de idéia depois de consumado o ato? Perder uma gata daquelas pra um cara mais bêbado que eu foi foda, mas tudo bem... o cara é meu amigo, eu tinha que ajudar.
Perguntei pra ela, apontando pra ele - Tu quer, é? -
A vagabunda só balançou a cabeça dizendo que sim.
Me viro, cutuco o Geraldo e digo, apontando pra ela - É pra você. ¬¬ -
Deixei eles dois sozinhos e fui dar uma volta com os outros pra ver se arranjava alguma pra mim. Quando passamos denovo por lá, a menina estava sozinha. Perguntei pra ela onde o Geraldo tinha ido e ela disse que não sabia, que simplesmente deu uma louca nele e ele saiu.
Ótimo! Perdemos um animal doido, bêbado e perigoso no meio da cidade! Seria menos perigoso soltar um leão faminto ou um touro furioso no meio daquele povo do que o Geraldo bêbado! E melhor ainda: o infeliz inventou de sumir logo perto da hora de encontrar com a Lívia (a nossa amiga que ofereceu hospedagem)! Começamos a procurá-lo. Subimos rua, descemos rua, entramos em becos e nada de achar o desgraçado. Foi aí que o Elézio me mostrou uma coisa: uma igreja evangélica aberta em frente ao Mela-mela, bem na hora do culto. Eu achei que fosse impossível, mas de evangélicos fanáticos a gente deve esperar tudo.
Quando vi, imaginei logo a cena: o Geraldo bêbado, só de short e chinelo, todo sujo de goma e sorvete, dentro daquela igreja sendo exorcizado pelo pastor. Olhei pro Elézio com uma cara de "tem certeza, cara?" e ele respondeu logo: "É o jeito, cara! Você sabe que ele é doido!"
E lá fomos nós... dois homens-tapioca bêbados entrando numa igreja evangélica pra resgatar outro homem-tapioca bêbado!
- To be continued -








