quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Feliz ressaca nova!

Mais uma! E respondendo ao (único) comentário:
  • Brinell: Em breve vou criar uma mega série com bem mais que 5 postagens, mas por enquanto vamos ver o que aparece na minha cabeça.


Em homenagem a essa virada de ano (que já não é mais tão recente assim), temos uma postagem de reveillon!

Final de 2005 (ou foi 2006? Droga! Nunca consigo lembrar dos reveillons!). O Zezão, um grande amigo, passava por muitos problemas com a namorada, Mariquinha, que morava em Limoeiro, e eu o aconselhava algumas vezes (ou pelo menos o ouvia, já que não sou um expert em relacionamentos), mas nunca tinha visto a moça.
Com a virada próxima e sem nenhuma idéia de onde comemorar a data, comecei a ficar um pouco ansioso e inquieto. Zezão, percebendo minha mudança, perguntou por que eu estava daquele jeito. Expliquei a situação e ele gentilmente me convidou pra passar o reveillon com ele na casa de sua namorada (agora sem problemas). Achei muito estranho, pois não conhecia ninguém da família dela, mas me vendo em um beco sem saída, aceitei sem muita resistência.
Chegou o dia. Zezão já estava lá quando cheguei com o Teobaldo, amigo da família e também meu amigo. Era um churrasco noturno, com muita bebida e gente desconhecida. O combinado era que eu e Teobaldo só voltaríamos depois do almoço do dia seguinte, pois o Seu Baltazar, pai da Mariquinha, iria cozinhar (e acreditem, perder isso seria um pecado mortal!), mas não aconteceu bem assim...
Assim que cheguei, fui apresentado a todos já citados acima, além da Dona Genovalda e da Maricota, mãe e irmã da Mariquinha respectivamente. A uma mesa separada dos demais, sentamos eu, Zezão, Mariquinha e Maricota. A comida era servida regularmente e para beber, optamos pela vodka com refrigerante de limão. Doses foram, doses vieram e as do Zezão sempre menores e mais fracas que as minhas. Segundo a Mariquinha, enquanto eu enchia o copo três vezes, o Zezão enchia uma. E o resultado, não podia ser outro...
Não sentia diferença alguma no meu estado, até me levantar pra "dar um mijão" como nós, homens, costumamos dizer. Assim que levantei, todo mundo percebeu que eu tava meio "João bobo" ao mesmo tempo que ouviram minhas palavras:

- Cara, eu não tô legal não, ó! -

A partir daqui, vou ressaltar uma coisa: muito do que vou contar agora foi o que me disseram, e não o que eu me lembro.

Mariquinha e Dona Genovalda me levaram até o banheiro, onde fiz uma tremenda burrice vomitando na pia. Depois de feito o desastre, pedi pra ficar deitado no sofá da sala (bem próximo do banheiro), alegando que assim melhoraria logo. Do sofá pro banheiro, do banheiro pro sofá. Na quinta ou sexta volta desse ciclo, indo ao banheiro, dei de cara com a porta do mesmo trancada. Bati e ninguém respondeu (ou pelo menos eu não ouvi). Fiquei em pé esperando na frente da porta. Com muito sono e salivando muito, tranquei a boca pra não ficar babando e acabei dormindo (isso mesmo, dormi em pé). Dona Genovalda, muito preocupada comigo, foi ver como eu estava lá na sala e deu de cara com a cena: eu estava de pé, dormindo totalmente apoiado na porta só com a minha testa e com a boca cheia de saliva (diz ela que eu estava com as bochechas cheias). Iniciou-se um breve "diálogo":

- Você tá bem, Salomão? -
* Aceno com a cabeça indicando que não *
- Tem alguém no banheiro? -
* Aceno com a cabeça indicando que sim *
- Então vem que eu te levo pro banheiro lá de cima. -

A segui e como sou um bêbado muito teimoso, subi as escadas e entrei no banheiro sozinho. Chegando lá, tranquei a porta (com aquelas chaves embutidas que ficam por dentro do banheiro) e fiz a mesma porcaria que fiz na pia do banheiro lá de baixo. Lembro que fiquei muito assustado por que a pia ficou entupida com tanto vômito e comecei a fazer de tudo pra que aquilo descesse logo.
O fato é que eu comecei a demorar muito e logo todo mundo começou a sentir minha falta. Procuraram em todo lugar e, sem muita dificuldade, descobriram onde eu estava. Chamaram, chamaram e eu não respondi.

- Mas e a porta? Ele trancou por dentro. Como é que a gente abre? - Alguém falou.
- Tem umas chaves de reserva pra essa porta! Eu vou procurar! - Outro alguém exclamou.

Acharam as chaves, destrancaram a porta e tentaram abrir, mas ainda assim alguma coisa não deixava a porta abrir. Depois de uma forcinha maior e algumas tentativas extra, conseguiram abrir e descobriram o que era a trava da porta. Era eu. Dormi sentado no chão do banheiro (provavelmente de cansaço pelo tremendo esforço de limpar a imundice que fiz), encostado na porta (que abria pra dentro). Me ajudaram a descer as escadas e me puseram pra dormir (tarefa fácil, claro!).

Mais ou menos parecido, mas eu estava bem (e totalmente) vestido.

Com muita dificudade, abri os olhos pra receber o "murro matinal" que o Sol sempre dá naqueles que estão de ressaca e comecei a me perguntar onde diabos eu estava. Olhei pros lados, pra cima, pra baixo, pra trás... tudo era rosa. Demorei pra entender, mas percebi que tinha dormido no quarto da Maricota. Tremi só de imaginar o que o Seu Baltazar ia fazer comigo quando eu acordasse.
Levantei, vesti minhas roupas que estavam perto e abri um pouco a porta pra sondar o ambiente. Vi o Teobaldo dormindo na sala. Saí do quarto pra acordá-lo e assim que ponho os pés pra fora, Dona Genovalda entra na sala vindo da cozinha com um sorriso no rosto e uma arma de gerar vergonha na língua:

- Ah! Hoje ele tá mais coradinho! Você tá bem, meu filho? -

Respondi sem jeito e acordei logo o Teobaldo pra fugir daquela vergonha. Nem deixei ele comer nada!

- FIM -

P.S. 1: Postar de lan house é horrível!
P.S. 2: Depois disso tudo virei amigo da família da Mariquinha e quero agradecer por tudo que fizeram por mim até hoje (vocês sabem que são vocês).

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

De volta pra casa

Vamos, vamos, vamos! Agora é jogo rápido, vocês já passaram tempo demais sem postagens!

Atraso nas postagens
  • André Faheina: Temo que a próxima série será maior que o carnaval (e mais engraçada ainda, por incrível que pareça!), mas não se preocupe, vou dividir em suaves postagens (serão muitas partes).
  • Apolikartt: Querido leitor, isso não foi uma greve (até queria ser pago pra manter esse blog, mas...), foi uma necessidade de ordem maior chamada "faculdade". E torno a repetir - Não vou inventar nada! Só falo o que realmente acontece! - Nem adianta insistir!
O carnaval de um dia só - Parte V
  • Emeline: Tudo bem, tem um monte de gente que não lê o blog ainda. Hehehe!
  • Patrícia: Mas eu não achei que ela ia cair, falei por que foi a única coisa que apareceu na cabeça!
  • Paixas: Cara, você é mestre em me difamar! Mas eu ainda vou vencer, você vai ver!
  • Samuel: Tirei a foto no show que eles fizeram aqui em Fortaleza (é só olhar a data da postagem pra confirmar a mentira!). Dona Edith deveria agradecer o Elézio, pois foi por uma raiva que ele me fez que o carnaval não durou mais!
  • Brinell: Alpinismo só em montes conhecidos (minha casa). Caso contrário é cana antes (cachaça) e depois (cadeia).
  • Williamylton: Claro (que não!).
Estou finalmente de férias e pra homenagear essa época sagrada vou contar um "causo" que me ocorreu justamente no início das férias de julho do ano passado. O título, além de se referir ao meu retorno para o blog, faz alusão às viagens de volta à minha terra natal. Mãos à obra!

Eu sei, eu sei, tô muito magro na foto... Hehehe!

Belo dia! O primeiro das minhas tão esperadas férias de julho. De malas prontas (mochilas, na verdade) eu ligo pro meu primo pra saber se resta alguma vaga no micro-ônibus dele (por que de graça é mais gostoso! Hehehe!).

- Ei, Leopoldo, tem como eu ir contigo pra Tabuleiro hoje? -
- Tem sim, cara! - Responde ele.
- Beleza! Que horas você passa aqui? -
- Cara, umas 12 e pouco eu tô passando. -
- Tá certo, então! Falou! - Desligo o telefone.

Passei o tempo no orkut, no photoshop, jogando alguma coisa, almocei cedo e quando olhei pro relógio, eram 11:45 da manhã. Era cedo ainda, dava tempo de tomar um banho e tirar a barba pra chegar bonitão lá.
Peguei minha toalha e entrei no banheiro. O banho foi rápido, terminei 12:02 (até olhei no relógio). Quando peguei no barbeador, meu celular começou a tocar. Atendo e o Leopoldo fala:

- Pode descer, cara! Já tô aqui embaixo! -

"Caaarááái"!!! Se eu tiver passado o barbeador na cara mais de 6 vezes foi muito! Me cortei todo!
Correndo doido e nú de um lado pro outro, tive a idéia de aparecer só com a cabeça na varanda. Me vendo, ele seguraria a pressa um pouco mais. Corri pra varanda (de toalha, claro!), e quando pus a cabeça pra fora, vi que o maluco colocou o carro depois do portão de entrada, de onde não dava pra ver a varanda.
Tive que pensar rápido e, como a maioria já deve ter percebido, não sou nada bom com idéias sob pressão.

- Caramba, meu irmão! Ele não vai esperar eu me vestir! Vou perder! Vai ser o jeito descer pra falar com ele! -

Desci as escadas correndo, só de toalha e com a cara toda suja de sangue (no nervosismo o coração dispara e o sangue voa pelos cortes!). No meio do caminho encontro com o Creudo (um dos moradores aqui do prédio) e duas das "old cats" que ele pega. Passo por eles como um raio, mas ainda consigo ouvir a piadinha (tive sorte, o Creudo é policial militar e podia ter me prendido por atentado ao pudor):

- Ei, cara! Cuidado pras mulheres não te agarrarem no meio da rua! -

Como estava muito apressado, nem liguei na hora! Cheguei lá fora e fui falar com o Leopoldo. Preciso descrever a cara com que o povo que ia com ele no micro-ônibus estava olhando pra mim? Acho que não, "né"? No mínimo deviam estar pensando:
- Quem é esse?! Hannibal Lecter versão nudez?! -

É como beber. Depois que você faz a merda, promete nunca mais fazer, mas sempre faz denovo. Nunca aprende.

- Cara, pra mim 12 e pouco é 12 :10, 12:20, não 12:02!!! -

- FIM -