quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Havaí 2008! Uhooo... Zzz...

Cá estou eu denovo com mais uma fuleiragem pra contar! Hehehe! Muita gente conhece essa história, mas ainda há quem não tenha sabido e é, também, por isso que ela entra aqui. Como de costume, respostas aos comentários:

  • Erica, Brinell e Sarah: Também gostei dos nomes. São sublimes e modernos! Hehehe! O pior não é o boneco em si, Brinell. O pior é a vergonha (que dura anos, pode apostar) depois! E quanto ao quarto da Maricota, praticamente tudo o que havia dentro era rosa mesmo, Sarah. Pode acreditar.
  • Flor: Bem... levando em conta tudo o que você disse no seu comentário, eu acho que vou começar a cobrar cachê pra fazer essas visitas. O que você acha? Quanto eu deveria cobrar? Acho também que você vai gostar da próxima série aqui do blog e sei que você vai tecer um comentário perfurante, contundente e ácido pra ela.

E, mais uma vez atrasando o início da postagem, gostaria de fazer uma correção sobre aquele maravilhoso reveillon:

  • Me enganei ao dizer que fui pra casa da Mariquinha sem conhecer ninguém lá. Na verdade, eu já conhecia a própria Mariquinha e a Maricota.


Em clima de Festa do Havaí (pra quem não conhece, é uma festa tradicional da minha cidade natal), a história dessa semana vai contar os fatos do evento do ano passado (pois a desse ano foi uma mieeerda!).
Estava eu muito animado no dia da festa, pois nesse mesmo dia eu havia passado no exame de direção e um amigo estava casando-se. A minha comemoração ia ser toda na festa do Havaí e o "esquenta" pra farra foi na festa de casamento do Astrogildo. Na época (menos de um mês antes do Carnaval de um dia só) eu estava com o fígado e a garganta "bem" disciplinados, então fiquei bebendo cachaça (ypioca prata, pra quem gosta dos detalhes) com o Genival.
A hora da Festa do Havaí já estava se aproximando, então decidimos sair da festa de casamento pra começar a se preparar. O Genival, muito mais cachaceiro do que eu, queria levar uma garrafa de cachaça do casamento do Astrogildo, mas eu, mais consciente, porém não menos bêbado, sugeri que levássemos a bebida em copos (grandes). E lá fomos nós na biz do meu pai.
A festa do casamento estava acontecendo em um sítio e tinha chovido a tarde inteira. O caminho estava cheio de lama e barro, o que fazia o Genival frear a todo momento pra não sujar tudo ou cair. A cada freada eu derramava cachaça nas costas dele, pois os copos estavam transbordando. Depois da quarta ou quinta freada, ele ficou mais irritado e olhou pra trás pra reclamar comigo. Resultado: tooome lama!
Me levantei da poça e fiquei me limpando inutilmente. Estranhei o fato de ele estar demorando pra se levantar, mas depois percebi que ele não levantava porque a biz estava em cima dele. Levantei a biz e depois que ele conseguiu encontrar o sapato que se perdeu no meio da lama, prosseguimos. Fomos pelas ruas mais escondidas pra que meu pai não visse a biz (e a gente) naquele estado, mas a primeira pessoa que cruzou o nosso caminho foi o meu tio:

- Eita porra! Caíram na lama?! - Gritou ele em tom de gozação.

Depois de (eu) botar o maior boneco na praça principal da cidade (todo sujo de lama, dançando com os dedos indicadores apontados pra cima, sem camisa e cantando: "Barro! Barro! Barro, barro, barro!"), lavamos a biz e fomos cada um pra sua casa aprontar-se finalmente pra festa.
Enfim, estava pronto, entrando na tão esperada comemoração... e ainda bêbado. Assim que passei pelo portão principal do clube, encontrei com uns amigos e fui com eles sondar o local. Em uma das voltas pelo meio da multidão. Encontramos um grupo de amigas. Fui logo cumprimentar a Solange:

- Solange! - Disse eu enquanto enchia as mãos com os seios dela (titânicos, colossais, enormes...).

Ela soltou um grito e os caras me tiraram logo dali antes que a confusão ficasse feia demais. Mais algumas voltas e chegamos à mesa onde estava o resto do pessoal. Na mesa, é claro, havia muita bebida e eu não pensei duas vezes ( pra falar a verdade, eu tenho quase certeza que não pensei nenhuma vez): comecei a beber cachaça pura direto da garrafa. Depois de meia hora (a contar da hora em que passei pelo portão principal) eu estava parecendo um João-bobo, mas terminei caindo de testa na mesa de ferro e adormecendo. Alguma alma generosa trouxe uma cadeira, me sentou nela e ali mesmo eu fiquei dormindo.
Às vezes eu acordava, olhava pros lados, não sabia pra que lado do clube eu estava olhando, não entendia nada do que acontecia ao meu redor e dormia denovo. Muita gente fez hora com a minha cara, me usaram como ponto turístico (tirando fotos comigo como se eu fosse a atração da festa... e talvez eu fosse mesmo), mas enfim, eu acordei.

Nem doeu mesmo...

Abri os olhos, levantei a cabeça e vi a Marinalva, ficando com o Deusimar na mesma mesa que eu estava. Assim... só pra constar, eu estava com uma dor de cotovelos desgraçada, porque semanas atrás ela havia me deixado por umas coisas que eu tinha feito. Pra não ficar vendo a cena, me levantei pra dar uma volta pelo clube. Assim eu aproveitava pra me situar, pois não sabia em que parte dele eu estava.

Perdi a dança!

Passei pelo bar, comprei três garrafas de água (duas pra beber e uma pra gelar a cabeça). Olhei pro relógio, olhei pro palco e olhei pro relógio denovo. Eram 4:30 da manhã.

- É, acho que perdi um pouquinho da festa. - Lamentei... ops! Pensei comigo mesmo.

Saldo final: fígado arruinado, gosto de cachaça velha na boca, cutucão no cotovelo e uma ressaca de matar boi. Paguei pouco mais de 20 contos por isso tudo! Bom, não é?