quarta-feira, 19 de novembro de 2008

O carnaval de um dia só - Parte V

Olha eu aqui denovo! Vou aproveitar a escassez de comentários pra falar sobre duas coisas:
  1. Fiz uma postagem antes dessa série começar pra que vocês pudessem me informar o que e como eu poderia melhorar o blog e ela ainda está vazia. Caso não seja por falta de sugestões, podem comentar, viu, pessoal? Hehehe!
  2. Se quiserem comentar postagens antigas, podem fazê-lo sem nenhum problema. Não precisam ficar restritos à postagem mais recente. As antigas ainda estão aqui.
Agora vamos às respostas dos comentários:
  • Samuel: Concordo plenamente! Hehehe!
  • Emeline: Bem, acho que os murros eu vou deixar pra lá. Ele estava bêbado e passando por umas situações desagradáveis na época.
  • Williamylton: Deixa pra lá... eu também não estava lá tão sóbrio pra pensar nisso na hora.
  • Ernane (comentário feito na postagem "Ai, cuecão de couro!"): Não estou lembrando de nenhum fato tão engraçado que tenha ocorrido lá, mas se você lembrar, me refresque a memória. Ah! E cuidado pra não fazer outras coisas bêbado além de postagens em blogs semi-inúteis! Experiência própria, diga-se de passagem.
  • Brinell (comentário feito na postagem "Sexta-feira quase 13 - Parte I"): Deixe de ser mentiroso, companheiro! Você foi o primeiro a permitir!
Agora vamos ao que interessa!

A festa já havia começado quando chegamos à praça e parecia fazer algum tempo, pois o local estava bem cheio de gente. Tinha mulher de todo tipo, mas as feiosas eram raríssimas. Fizemos uma "ronda" pra ver "se os fatores ambientais e sociais propiciariam o acontecimento de interações sociais motivadas por interesses carnais", ou seja, se a gente tinha chance de pegar alguém. A coisa foi ficando feia. Aliás, eu acho que nós é que estávamos ficando feios. A gente parecia ferro de solda: as mulheres olhavam e viravam o rosto. A espécie Esnobis iracemensis predominava na festa e como somos todos muito molengas, fizemos um joguinho pra animar. Tratava-se do seguinte:
Cada um teria uma vez de agir, mas o cara não podia dar em cima de qualquer uma. Ele tinha que dar em cima de alguma moça que os outros três indicariam pra ele. Pra evitar sacanagens, estipulamos duas regras básicas:
  1. Não podem ser escolhidas espécies do gênero Esnobis.
  2. Não podem ser escolhidas espécies do gênero Pyriguetium.
E assim foi. O primeiro sorteado fui eu. Nem pensaram antes de escolher o alvo: uma menina era muito bonita, mas não parecia ser inficável. Ah! Outro "detalhe" é que eles pensam que eu sou pedófilo! A menina não tinha mais de 14 anos! Ela estava com umas amigas e pra reduzir a vergonha, esperei a turma esvaziar mais e aproveitei o tempo pra pensar no que dizer. Bem... não deu muito certo, não consegui pensar em nada. Apressado por eles, fui de vez sem nada na cabeça e o "queixo" saiu mais parecido com uma rajada de balas disparadas por uma metralhadora do que com uma tentativa de ficar:

Vergonha de dar em cima. Ou seria a frustração pelo que estaria por vir?

- Prazer, meu nome é Salomão e eu quero ficar com você. - Falei tão rápido que ela nem entendeu!
- Hein?! - Disse ela fazendo aquela cara de "é o que, homi?!"
- Prazer, meu nome é Salomão e eu quero ficar com você. - Dessa vez eu falei como uma pessoa normal (se bem que nenhuma pessoa normal falaria uma asneira desse tamanho).
Veio o fora: - Não, eu tô ficando com um menino -
- Ah, tá bom, então. Valeu. - E saí em direção aos companheiros.
Quase se mijaram de rir quando eu narrei o diálogo. Ora! Eu não tinha por que ficar me estendendo!
Enfim, passei a coroa de "Don Juan" pro próximo: o Elézio. Nem lembro como foi a dele, mas pra variar, foi fora.
O seguinte foi o Astolfo, que rodou, rodou, enrolou, enrolou e nem atrás da escolhida foi! A partir daí a gente se revoltou. O Lindolfo perdeu a paciência e disse que ia voltar pra casa da Lívia pra dormir. Como já havia passado muito tempo (já eram 4:30) e nada de interessante acontecia, resolvemos encerrar a festa ali mesmo e fomos dormir.
No meio do sonho (nem lembro mais como era), sinto uns cutucões nas costelas e aos poucos a luz infernal entra nos meus olhos inchados de sono. Era o animal do Geraldo (que tinha dormido cedinho) me cutucando em plenas 6 horas da manhã. Eu disse 6 da manhã!!! Não dormi nem duas horas!!! Nem esperei ele dizer nada:
- O que diabos você quer comigo, Geraldo? -
- Só conversar, cara. - De cara limpa o imundo!
- Não tá vendo que eu tô dormindo, animal? Vai acordar o Elézio! Ele quer conversar, vai! -
- Mas ele tá dormindo. - Esperto o Geraldo, né?
- É claro que ele tá dormindo, seu burro! Se não eu não tinha dito pra você acordar ele! - A essa altura, já tinha perdido o sono.
Levantei e saímos os dois acordando os outros. Todo mundo morrendo de vergonha do vexame que ele tinha dado na noite anterior. Eu, mais preocupado com isso do que qualquer um ali (talvez não o Lindolfo, mas tudo bem), avisei logo:
- Ó, galera! Se a Dona Edith chamar a gente pra lanchar, ninguém vai, viu! -
- Ei, bicho! Eu vou sim, tô morrendo de fome aqui! No meu bucho só tem cachaça! - Contestou o Elézio sabiamente.
Fomos descendo de fininho pra não acordar ninguém, mas a Dona Edith já estava acordada e nos pegou no flagra.
- Acordaram cedo, meninos! Mas já deixei a mesa pronta aqui. Podem vir merendar. -
Todo mundo se olha e bate a vergonha de recusar (ou a fome, sei lá...). Mudamos de rumo e fomos todos pra cozinha.
Caramba! A mesa tava lotada de comida e tinha de tudo! Comecei muito encabulado, mas depois fiquei mais à vontade (como ela mesma disse que a gente ficasse). Só que, apesar de não fazer nem força no elástico da cueca (como diz um amigo meu), eu como um pouquinho. Sou como algumas pessoas dizem: magro de ruim. Mas não acho que comi tanto assim lá. Senão, vejamos: 4 pães com queijo (cada fatia tinha mais ou menos a espessura do meu dedo mindinho), 2 pães com requeijão, metade dos cubinhos de manga que estavam numa travessa grande, 1 copo de suco de manga e 1 copo de leite com nescau. Só isso, pessoal! Nada mais! Juro!

Cuidado!

O pessoal ficava olhando com uma cara esquisita pra mim enquanto a gente comia. Não sei por quê. Mas no fim das contas (e que contas, viu!), depois de tanta vergonha que eu e principalmente o Geraldo fizemos todo mundo passar, pegamos nossas mochilas, pusemos dentro do carro e voltamos pra Tabuleiro. Chegando lá, peguei o primeiro ônibus de volta pra Fortaleza e assim acabou meu carnaval de um dia só.

- FIM -

Afinal, quase não termino a série!

8 comentários:

Unknown disse...

tu eh um animal mesmo, viu?!?!?!
se num me engano 6 pães?!?!?! =O
depois dessa me lembra de nau te convidar pra comer lah em casa, kkkkkkk

Unknown disse...

"Prazer, meu nome é Salomão e eu quero ficar com você."
heiuaheuaheiuhauehauiheaui
só mermo bebo pra achar q alguém cairia nessa =P

Anônimo disse...

oO' "Prazer, meu nome é Salomão e eu quero ficar com você."
Esse foi o queixo mais louco q eu já vi, coitada da menina, deve ter ficado morrendo de vergonha!
Aff, só aquilo? Tu come pouco demais! shauahsuhaushuash

Anônimo disse...

Esse cara te acordou de manhã querendo outras coisas, mas vc n ia dizer isso aki neh???

E crie vergonha, pra quem queria sair de fininho, ficou e comeu 6 pães. Pode dizer q vcs foram expulsos de lá depois dessa, por isso o carnaval durou 1 dia só!

Anônimo disse...

Ainda bem que o carnaval foi de um dia só, pois não haveria paciência e pão que chegasse pra um caranaval de quatro dias. Paciência, pra contar tudo que tivesse acontecido. Pão, bem...

PS: A foto do Dexter Holland branco, gordo e envergonhado (pelo novo estilo da banda, talvez) ficou muito boa.

Anônimo disse...

Até q enfim a história acabou!! HEHHEH!!! Mas foi legal!!! Deu uma de alpinista na casa da menina tb!!! HEHEHe
flw!!!

Anônimo disse...

Ficar é para os fracos! O mais importante é que você comeu muito(pão) por lá e isso é o que mais vale. Ou não é?

Anônimo disse...

eu demoreeii p/ comentaaar, mas rpz ficoooooooou ÓTIMOOO. :}}
pqp... 2009 acho que até eu vô passar o carnaval na casa dessa lívia. aosiasoiasoasi xDDD
:**